Mim não tuwíta!!!
Fiz minha inscrição para o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, e me foi perguntado qual era minha conta de Twitter, o tal do micro blog, - eu não tinha um conta - me senti pelado, um mundano não iniciado, logo eu um cara escolado e prafrentéx como dizia minha avó Odete.
Tá bão, vou abrir uma conta, afinal como vou chegar ao Encontro de Blogueiros sem um Twitter? Vou ficar ‘out’, completamente deslocado. Como é que eu iria me comunicar com meus pares ideológicos, meus companheiros virtuais?
Daí abri uma conta, http://twitter.com/engajarte - @engajarte, me followei com meia dúzia de profícuos twiteiros e comecei a experimentar a “ferramenta”.
Caraca, já me senti um veterano, agora já tenho uma nova tribo.
Até twitei: “que negócio mais murrinha para encotrar e tornar-se seguidor dos outros”, já comecei a me encher com a pouca amabilidade do brinquedo, falta desenvolvimento do aplicativo para torná-lo mais dinâmico e fácil de interagir, além de um tanto lento, estranhei estas característica em um sítio tão em voga.
Usei mais um pouco, li alguns posts ou twittadas, então, lembranças, imagens e pensamentos começaram a preencher a minha mente, em realidade aquilo estava sendo uma experiência forte, devido a relevantes conexões a eventos de há mais de vinte anos.
Era um adolescente com certa timidez, e meu maior problema era conversar com meus colegas, até não por timidez, mas eu não conseguia participar da maioria das conversas, um falava com o outro e eu não conseguia desenvolver nenhuma comunicação.
Eu me sentia no limbo, e não entendia o que acontecia, eu simplesmente não conseguia conversar, só ficava ouvindo, as conversar eram em português, claro, eu entendia tudo, mas não conseguia falar nada que concatenasse e desse seguimento ao colóquio. Era o meu drama.
Até que um dia fui a uma reunião política, com gente mais velha, universitários e formados, ali a experiência foi outra, os assuntos eram amplos e eu conseguia participar da conversa, conseguia muito bem colocar minhas idéias e desenvolver os temas, também fiquei impressionado com a experiência.
Agora, tuwitando, tudo isto me voltou à cabeça.
Entendi que a questão é o formato.
É o formato de comunicação que eu sempre tive dificuldade de interagir, o da comunicação curta e segmentada, com conteúdo limitado, rápido, superficial, onde o conteúdo descritivo é limitado, o foco maior é no relacionamento pessoal, e é justamente o formato do Twitter, entendi que é uma estrutura apreciada por uma parte das pessoas, que funcionam nesta freqüência, seja verbal, seja escrita.
É a mesma coisa com o jogo de truco, rápido e com meia dúzia de cartas. Os serviços de mensagens instantâneas (MSN, ICQ) também funcionam com uma forma similar.
Então onde fica o Blog nesta história? Este é justamente o outro formato de comunicação, com temática mais extensa, um jeito de se comunicar onde a estrutura do diálogo é mais analítica e longa.
Isto faz sentido agora onde não consigo paciência para acompanhar o twitter e adoro os Blogs, e fez sentido por toda minha vida, onde minha capacidade de comunicação e interrelacionamento sempre foi limitada. Limitada a quem gosta de ouvir muita conversa.
Logo, sou um cara prolixo, assim, meu cérebro num tuwíta.
Tá bão, vou abrir uma conta, afinal como vou chegar ao Encontro de Blogueiros sem um Twitter? Vou ficar ‘out’, completamente deslocado. Como é que eu iria me comunicar com meus pares ideológicos, meus companheiros virtuais?
Daí abri uma conta, http://twitter.com/engajarte - @engajarte, me followei com meia dúzia de profícuos twiteiros e comecei a experimentar a “ferramenta”.
Caraca, já me senti um veterano, agora já tenho uma nova tribo.
Até twitei: “que negócio mais murrinha para encotrar e tornar-se seguidor dos outros”, já comecei a me encher com a pouca amabilidade do brinquedo, falta desenvolvimento do aplicativo para torná-lo mais dinâmico e fácil de interagir, além de um tanto lento, estranhei estas característica em um sítio tão em voga.
Usei mais um pouco, li alguns posts ou twittadas, então, lembranças, imagens e pensamentos começaram a preencher a minha mente, em realidade aquilo estava sendo uma experiência forte, devido a relevantes conexões a eventos de há mais de vinte anos.
Era um adolescente com certa timidez, e meu maior problema era conversar com meus colegas, até não por timidez, mas eu não conseguia participar da maioria das conversas, um falava com o outro e eu não conseguia desenvolver nenhuma comunicação.
Eu me sentia no limbo, e não entendia o que acontecia, eu simplesmente não conseguia conversar, só ficava ouvindo, as conversar eram em português, claro, eu entendia tudo, mas não conseguia falar nada que concatenasse e desse seguimento ao colóquio. Era o meu drama.
Até que um dia fui a uma reunião política, com gente mais velha, universitários e formados, ali a experiência foi outra, os assuntos eram amplos e eu conseguia participar da conversa, conseguia muito bem colocar minhas idéias e desenvolver os temas, também fiquei impressionado com a experiência.
Agora, tuwitando, tudo isto me voltou à cabeça.
Entendi que a questão é o formato.
É o formato de comunicação que eu sempre tive dificuldade de interagir, o da comunicação curta e segmentada, com conteúdo limitado, rápido, superficial, onde o conteúdo descritivo é limitado, o foco maior é no relacionamento pessoal, e é justamente o formato do Twitter, entendi que é uma estrutura apreciada por uma parte das pessoas, que funcionam nesta freqüência, seja verbal, seja escrita.
É a mesma coisa com o jogo de truco, rápido e com meia dúzia de cartas. Os serviços de mensagens instantâneas (MSN, ICQ) também funcionam com uma forma similar.
Então onde fica o Blog nesta história? Este é justamente o outro formato de comunicação, com temática mais extensa, um jeito de se comunicar onde a estrutura do diálogo é mais analítica e longa.
Isto faz sentido agora onde não consigo paciência para acompanhar o twitter e adoro os Blogs, e fez sentido por toda minha vida, onde minha capacidade de comunicação e interrelacionamento sempre foi limitada. Limitada a quem gosta de ouvir muita conversa.
Logo, sou um cara prolixo, assim, meu cérebro num tuwíta.