Arte e política para fazer a revolução.

Walter Azevedo é autor e poeta engajado na luta da classe trabalhadora. Da poesia revolucionária ao estudo das classes sociais, sua obra une arte e política para pensar a transformação social.

O autor

Quem é Walter Azevedo

Walter Azevedo (n. 1968) é autor e formulador político brasileiro. Trabalhador — "bisneto, neto, filho e pai de trabalhadores" —, escreve para a sua classe, e suas duas obras estão estruturadas sobre uma mesma estratégia política: dotar a classe trabalhadora do método e da disposição para vencer a disputa pela hegemonia.

Em prosa, Como Vencer na Grande Política: Classes Sociais e Suas Lutas (Appris, 2023) constrói esse método passo a passo — da sociedade e seu processo histórico à economia política, ao sistema de classes, às lutas reais, ao sistema de poder do capital e, enfim, aos "caminhos da vitória para a classe trabalhadora". Em verso, EngajArte: uma poesia na mão para fazer a revolução (2023) leva a mesma formulação a outra parcela de leitores, "pela linguagem da arte". Um livro é o método; o outro, a agitação e a propaganda desse método.

No centro da estratégia está uma distinção que é dele: a "grande política", em que as classes disputam de fato a hegemonia, e a "pequena política" — a política sem disputa de classes, que toma a derrota da classe trabalhadora como natural e se limita ao jogo definido pelo vencedor. A vitória, argumenta, "não é fruto do acaso e tampouco de um destino histórico — é o resultado das movimentações das classes sociais".

Azevedo declara sua linhagem: uma "senda" com "raízes no fogo de Heráclito, [que] aprende a lógica dialética em Hegel, materializa-se com Marx e Engels, toma força com Nietzsche e define-se em prática com Lênin", até Mao, Fidel, Losurdo e, no Brasil, Marini e a Teoria Marxista da Dependência. Daí sua formulação característica: a vontade de potência aplicada não ao indivíduo isolado, mas à classe organizada — o "forte" lido como a classe trabalhadora que se percebe e age. "Um eu que é nós, um nós que é eu."

Sua expressão prolonga a estratégia por outros meios. Por opção, escreve teoria em quartetos rimados — "um manifesto em forma de arte" —, e o verso é, em suas palavras, ferramenta e trincheira: "Se a poesia pode ser resistência, este livro é trincheira. Se a palavra pode ser luta, este livro é fuzil." Um conjunto de imagens dá unidade à obra: o fogo (de Heráclito a Prometeu, que reaparece como fagulha), a mão que segura a poesia e produz a riqueza, o rio do devir, a ampulheta que vira, a máscara que cai.

O objetivo é declaradamente prático: transformar o leitor de "espectador passivo nas arquibancadas" em "jogador ativo de seu destino". As duas obras, prosa e verso, são os instrumentos que Azevedo oferece à sua classe para essa disputa: um método e uma fagulha.

A vontade de potência é a atitude do forte,de si e de nós, do indivíduo e de sua classe,que ousa conquistar e expandir suas forças,coragem nas oportunidades e nada nos ultrapasse.

Liderança de pensamento

Plataforma política

As teses que estruturam sua obra — não-eleitorais, extraídas dos dois livros.

  1. A política é luta de classes. A vitória não é acaso nem destino histórico — é resultado das movimentações das classes sociais; só vence quem entra na disputa para vencer.
  2. Grande política × pequena política: disputar de fato a hegemonia, em vez de aceitar a derrota como natural e jogar apenas por ganhos mínimos dentro das regras do vencedor.
  3. A classe trabalhadora — maioria que "a tudo constrói" — deve tornar-se classe para si: com identidade, percepção de si e ação.
  4. A atitude do forte: a vontade de potência aplicada não ao indivíduo isolado, mas à classe organizada.
  5. Critica o individualismo liberal, que atomiza a classe, e o messianismo reacionário, que canaliza a insegurança social pela força — dois efeitos da mesma cultura da subordinação.
  6. Método: materialismo dialético e práxis — análise e ação, "partindo da realidade para a realidade".
  7. Horizonte: a revolução brasileira, articulando o caráter nacional e o internacional da luta.

Os livros

Da poesia ao manual da luta de classes

Duas obras que unem arte e teoria política para pensar — e fazer — a transformação social.

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